quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SATANIC SLUTS: caos criativo e anarquia sexual

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Os zumbis-aliens-gays de BruceLa Bruce

 
Se você acha que é fodão e que nenhum filme vai chocar você é porque ainda não assistiu L.A. Zombie. O filme foi escrito e dirigido por Bruce LaBruce e apresenta o ator pornográfico François Sagat  como um sem-teto que pensa que é um alienígena zumbi enviado a terra. Ele perambula pelas ruas de Los Angeles procurando por cadáveres, tentando depois voltar à vida participando de relações sexuais homossexuais. O filme estreou no Locarno International Film Festival na Suíça em 2010.

Em 30 de Janeiro de 2010, o filme teve uma prévia na Peres Project Exhibit em Berlin, Alemanha, como parte do show "L.A. Zombie: The Movie That Would Not Dei". Uma coleção de retratos de Bruce LaBruce do filme também foram mostrados na exposição, principalmente fotos mostrando Sagat como um zumbi. O Locarno Film Festival apresentou L.A. Zombie como competidor durante sua realização em Agosto daquele ano.

O filme estava escalado para estrear no Melbourne International Film Festival na Austrália durante o mês de agosto de 2010. Entrementes, o filme foi barrado devido à sua classificação indicativa. Na lei australiana, filmes que tem sua classificação negada são proibidos de serem importados, vendidos, distribuidos ou serem exibidos em eventos públicos. Em contrapartida dessa proibição, o Melbourne Underground Film Festival, que ocorre no mesmo período do Melbourne International Film Festival, seguindo sua fama de exibir filmes controversos, realizou um sação com L.A. Zombie em 29 de Agosto. Embora a policia não tenha impedido a exibição do filme, ela mais tarde vasculhou a casa do diretor Richard Wolstencroft na manha de 11 de novembro de 2010. Wolstencroft admitiu que havia exibido o filme, mas que a cópia original tinha sido destruída.

L.A. Zombie estreou no Reino Unido no Raindance Film Festival em Londres no dia 1 de Outubro de 2010 e de acordo com as estatísticas foi reportado que " pelo menos um terço da platéia saiu estupefata".

Eu particularmente achei a experiência mais medonha da minha vida assistir um filme "estilo cult" com bibas marombadas se comendo, mas assim como "Otto, or Up with Dead People", L. A. Zombie tem seus momentos de extrema violência gore, se bem que inferiores ao resultado adquirido em Otto onde os "zumbichas" resolvem seus problemas sexuais produzindo novos orifícios em suas vítimas. Mas fazer o quê, né? Gosto é gosto e gore é gore...

Título: L.A. Zombie
País: USA
Ano: 2010
Diretor: Bruce La Bruce
Roteiro: Bruce La Bruce
Elenco:
François Sagat
Matthew Rush
Erik Rhodes
Francesco D'Macho
Wolf Hudson
Tony Ward
Santino Rice
Deadlee

Site Oficial: http://www.lazombie.com/

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Os últimos dias de Schramm

"Hoje eu sou sujo, mas amanhã vou ser apenas sujeira". - Carl-Panzram

Dirigido por Jörg Buttgereit e estrelado por Florian Von Koerner Gustorf e Monika M., "Schramm: Into the Mind of a Serial Killer" conta a história dos últimos dias da vida do serial killer Lothar Schramm, conhecido como o "assassino do batom".

A história é contada através de uma narrativa quebrada, como a mente deste homem. Vemos a sua vida diante de seus olhos em trechos de memória e diferente de tantos outros filmes filmes de serial killer como "Henry: Portrait of a Serial Killer", "M", "Citizen X", "Tenderness of the Wolves" e "Marcus" por exemplo, o que realmente interessa na trama é Lothar Schramm, o homem. A partir de sua perspectiva nós não vemos as resoluções da polícia para tentar resolver o caso e sim as vítimas do assassino através de como ele as percebe e a sua imaginação não tem limites quando o negócio é barbarizar seus semelhantes...

Numa cena um casal de evangélicos vai "visitá-lo" em seu dia fatídico. Ele casualmente os convida para um café. Ele retorna com as bebidas e num rápido movimento corta a garganta do homem e esmaga a cabeça da mulher a golpes de martelo. Ele então os coloca em posições sexuais e tira várias fotografias para o seu deleite. Uma outra cena típica dos filmes de Buttgereit (que consistem em cenas de sexo e violência extremos) é a de quando o assassino chama sua vizinha, uma prostituta, para jantar em sua casa. Ele droga seu conhaque e ela desmaia em seu sofá. Tendo certeza de que a prostituta (interpretada por Monika M.) está inofensiva ele remove cuidadosamente partes de sua roupa e então ele se masturba e tira fotos da mulher imóvel no sofá, enquanto a chama de vagabunda e de outros termos pejorativos.

Além das monstruosidades que podemos presenciar pela ótica do assassino também é possível vivenciarmos algumas de suas psicoses. Nos seus momentos de "descanso" Schramm sonha com um dentista removendo seus olhos, com sua perna sendo cortada e com uma medonha prexeca dentada. Quando desperta ele se envergonha de seus sonhos e decide se punir martelando pregos em seu prepúcio.(Holy Fuckin' Jesus!!!)

É claro que, logo após isso, ele cai para sua morte. Ao se preparar para pintar as paredes sujas do sangue dos "crentes" o pobre psicopata escorrega de cima da escada e desaba no chão, onde um filete de sangue mostra que a queda foi um tanto séria. O filme termina com uma nota deprimente, mas poderosa, como um tiro final que bate com a força de uma marreta.

Tido por alguns como um filme imaturo e "metido a cult", "Schramm: Into the Mind of a Serial Killer", na minha humilde opinião, é um dos filmes mais bem trabalhados de Jörg Buttgereit por estar isento de algumas piadinhas que o diretor costuma depositar em seus trabalhos. Sua fotografia é exata e sua trama pode espantar aqueles que gostam de estórias mastigadas com começo, meio e fim.

Você até pode encontrá-lo para baixar na rede, mas o DVD original traz muitas novidades, fotos e um documentário de 35 minutos, "The Making of Schramm", que traz uma quantidade muito boa de material sobre as filmagens. Há entrevistas em vídeo com o elenco no set, junto com uma boa dose de "behind-the-scenes", que mostra como alguns dos efeitos especiais e de câmera foram realizados. Tudo isso é uma parte de companheirismo muito interessante para o espectador, especialmente após a conclusão deprimente do filme.

Nome: Schramm
Ano: 1994
País: Alemanha
Direção: Jörg Buttgereit
Roteiro:
Jörg Buttgereit, Franz Rodenkirchen
Produzido por:
Manfred O. Jelinski
Departmento de Makeup: Marianne Drope
Makeup artist: Frau M.
Efeitos especiais:Heike Eger, Michael Romahn

Postado originalmente na coluna EDDY IS DEAD do site Gore Boulevard

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