segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Jazigo de Sexy Cora será demolido por ser muito sensual


Infelizmente a decisão foi inevitável. O jazigo que abriga o corpo de Carolin Wosnitza, atriz pornô alemã e ex-Big Brother Germany foi destruído. A administração do cemitério em Ohlsdorf (Alemanha) achou que o túmulo da atriz pornô, que morreu aos 23 anos, era “muito sexy” e não condizia com o espírito do local.

O jazigo era enfeitado com fotos da atriz, incluindo uma em que ela é vista de roupão.“Sexy Cora”, como a estrela Carolin era mais conhecida, morreu no início do ano de 2011 após um problema cirurgico para turbinar os seios em uma clínica de Hamburgo.


O viúvo, Tim Wosnitza, recebeu a ordem do cemitério, que é o maior do mundo, com cerca de 260 mil túmulos. Ele gastou cerca de 40 mil reais para erguer o jazigo, segundo o “Daily Record”.

Ela era uma mulher bonita. Como pode ofender?”, questionou.

NOVO JAZIGO DA ATRIZ

sábado, 22 de dezembro de 2012

Pieces: o Massacre da Serra Elétrica escolar


É uma ocorrência cinematográfica rara o fato de encontrarmos ingredientes deliciosamente viscerais como desmembramentos por motosserra, aeróbica-disco, vômitos, quebra-cabeças pornográficos e vítimas que se mijam de pavor em um só lugar. Somente a partir da mente combinada de Joe D'Amato, Randall Dick e Juan Piquer Simon poderia ter saído tal demência. A dita pérola chama-se Pieces (aka Mil gritos tiene la noche,1982) e é um dos filmes mais dementes jamais produzidos. A sinopse é a seguinte:
Enquanto brincava com um quebra-cabeças erótico, um jovem garoto é brutalmente repreendido pela mãe e como resposta ele a mata com golpes de machado e corta o corpo com um serrote, escondendo a cabeça dentro do guarda-roupa. Quarenta anos depois, em um campus de uma universidade em Boston, um serial killer inicia sua trilha de sangue matando garotas, roubando pedaços do corpo de cada vítima. O Tenente Bracken faz um acordo com o reitor do campus, o Sr. , e se infiltra junto com a agente Mary Riggs (que está disfarçada como uma professora de tênis) e, juntamente com o estudante Kendall, eles tentam descobrir a identidade do assassino.

Muitos dos membros do elenco serão bastante familiares aos fãs desse tipo de filme. Christopher George (já tendo passado por filmes como “Graduation Day” e “Mortuary”) tem uma forte liderança como o detetive Bracken, enquanto o veterano ator dos filmes de Jess Franco, Jack Taylor, arrepia ao redor do campus como um esquisito professor de anatomia. Outra figura conhecida que também aparece como um caseiro do campus e o truculento Paul L. Smith (que ficou conhecido por interpretar o personagem Brutus na adaptação do desenho Popeye, 1980, para o cinema). É claro que as vítimas são apenas anônimos pedaços de carne morta, mas de certa forma isso é tudo que eles precisam ser.

Digam o que quiser sobre a qualidade geral do filme, mas uma coisa é certa, “Pieces” não decepciona o fã de violência gráfica com a falta de sangue e tripas. O material flui livremente uma vez que a motosserra é ligada e cabeças, troncos e membros tingem de vermelho toda a tomada onde o assassino é encaixado. Uma das cenas mais espetaculares é a do banheiro. A pobre dançarina de aeróbica foge do assassino e com um campus gigantesco para se esconder a idiota se esconde num banheiro sem saída. Resultado: é encontrada sem suas pernas e imersa em sangue e vísceras. Também é nesta mesma tomada que somos presenteados pela cena dramática mais engraçada do cinema poeira onde, tomada pelo ódio, a agente Mary Riggs (interpretada pela loiríssima Lynda Day George) grita descontrolada pelo pátio do colégio “Bastard...Baaastaaaard...Baaaaaaaaastaaaarrrrrrdddd...”.

Se formos analisar esta cena não é a única que beira o bizarro neste filme. Numa tomada onde a agente Riggs anda pelos guetos à procura de pistas sobre o assassino um clone do Bruce Lee aparece do nada e começa suas acrobacias para somente desaparecer em seguida como se nunca estivesse por lá. Dizem que isso foi uma “trollagem” do produtor Dick Randall que já havia realizado alguns filmes de kung fu em Roma e num ataque de loucura artística decidiu colocar este troço no meio do filme...
Bobeiras à parte, “Pieces” é um coquetel divertidíssimo de violência, gafes, investigação e mistério à la Scooby Doo. Mesmo com seus erros de cronologia acelerada o filme encanta pelas belíssimas cenas de amputação e eventuais peitinhos que, diga-se de passagem, ficam bem mais bonitos molhadinhos de vermelho.

Título: Pieces (aka Mil Gritos Tiene la Noche)
Ano: 1982
País: Espanha, USA, Itália
Direção: Juan Piquer Simón
Roteiro: Dick Randall e John W. Shadow
Elenco: Christopher George, Lynda Day George, Frank Brama, Jack Taylor, Paul L. Smith.

domingo, 25 de novembro de 2012

Deadly Weapons também ganha a sua versão real


Ao que parece os filmes estão tomando conta da realidade. Depois de sermos presenteados com uma versão real do clássico "Nekromantik" (Jörg Buttgereit, 1987) uma adorável mocinha resolveu trazer à realidade outro clássico do cinema transgressor "Deadly Weapons" (1974), dirigido por Doris Wishmane e estrelado pela peitudíssima Chesty Morgan. Não entendeu? Então leia a matéria abaixo:

Um alemão de 34 anos entrou com um processo contra a ex-namorada em Unna, na Alemanha, no qual acusa a ex de tentar sufocá-lo com seus "seios enormes" após o ato sexual, segundo reportagem do jornal "Bild".

Tim contou que, depois que eles fizeram sexo, a ex-namorada identificada como Franziska sentou sobre seu abdômen. "Eu beijei seus seios enormes. Mas, de repente, ela apertou minha cabeça com toda força. Eu não conseguia respirar, estava me sufocando", disse ele.

Com o que lhe restava de força, o rapaz diz que conseguiu fugir do abraço de urso da mulher-aranha e correu para a casa do vizinho, de onde chamou a polícia. 

O pobre coitado diz que perguntou à sua (agora) ex o porquê de ela tentar matá-lo e a resposta dela teria sido: "para tornar sua morte mais confortável, querido!". Segundo ele, a moça sofre de problemas mentais. O ataque aconteceu em maio deste ano, mas a história surgiu agora, que vieram à tona detalhes do processo que a vítima move contra a moça.

A ex-namorada terá de responder na Justiça por (é sério) ataque armado.

Nekromantik: Amor além da morte


Em imagens divulgadas pela polícia, a mulher de 37 anos - cujo nome não foi revelado - aparece lambendo e abraçando um crânio humano. Segundo as autoridades, as imagens foram feitas no apartamento da mulher, em Gotenburgo. No local, os policiais acharam ao menos seis crânios, uma espinha e vários outros ossos sortidos, escondidos em um compartimento secreto onde também havia uma broca, sacos mortuários e fotos de um necrotério.

A mulher foi presa em setembro, segundo o tabloide britânico The Sun, e a Justiça de lá julgará o caso dela na semana que vem. Se confirmada a acusação de necrofilia, a mulher pode pegar até dois anos de cadeia por "perturbar a paz dos mortos". A ré afirma que comprou os ossos pela internet, mas nega ter feito algo de errado com eles.


domingo, 11 de novembro de 2012

The Curious Dr. Humpp (aka La Venganza del Sexo, 1969)


"The Curious Dr. Humpp" (aka La Venganza del Sexo, 1969) certamente é um dos filmes mais doentes que eu já vi e é uma excelente mostra de quão fundo cavaram os cineastas exploitation na década de 70 para nos apresentar nudez gratuita com premissas de horror desagradável. A história é uma loucura total, mas é realmente super divertido ver como esse filme explode em absurdos. Para se ter uma idéia do que vos aguarda a trama conta a história de um médico, o Doutor Humpp (Aldo Barbero), que seqüestra pessoas, em especial casais que estão transando e os leva para sua mansão, onde serão mantidos como prisioneiros. No processo ele injeta uma espécie de viagra experimental para "melhorar" as habilidades sexuais dos prisioneiros e os faz terem relações sexuais enquanto drena uma substância (que é apresentado como a versão líquida da libido humana) a partir deles. Mas o Dr. Humpp não é um tarado qualquer. Ele precisa desta substância para manter sua forma humana e não ser transformado em um monstro apavorante.
No caminhão de bizarrices deste filme argentino a seleção é a mais seletiva possível. O Doutor tem um exército de capangas terrivelmente deformados (vítimas de experiências médicas que deram errado) e uma enfermeira ninfomaníaca (Susana Beltrán) que implora constantemente  para que ele a estupre. Se tudo isso ainda não é estranho o suficiente para você, que tal adicionar um cérebro falante em um frasco que dita todas as regras do jogo e que sonha com uma possível dominação mundial!
Toneladas de nudez e violência trash é tudo o que tem Emilio (Vieyra) e Jerald (Intrator) tem para oferecer nesta tosqueira sexploitation, mas uma coisa eu assino embaixo; a diversão é relamente garantida. Além das corpulentas garotas que desfilam suas carnes à torte e direito, a maquiagem do monstro até que é jeitosinha para a época (me fez lembrar bastante o monstro borrachudo do filme El Barón del Terror, 1962) e a orientação musical com jazz de fundo que costuma aparecer no decorrer do filme também não fez (muito) feio.
Então, crianças. Se vocês curtem chafurdar no bizarro, confiram este filme e boa punheta...

Título: The Curious Dr. Humpp (aka La Venganza del Sexo)
País: Argentina
Ano: 1968
Duração: 87 min.
Direção: Emilio Vieyra e Jerald Intrator
Roteiro: Emilio Vieyra
Elenco: Ricardo Bauleo, Gloria Prat, Susana Beltrán e Aldo Barbero

Bay of Blood



Uma milionária, proprietária de uma idílica baía, é assassinada pelo seu marido, que quer se apossar da sua fortuna. Mas o criminoso é morto logo de seguida por um vulto não identificado. Quando os familiares da senhora morta, e outras pessoas se desentendem por causa da herança deixada, inicia-se um massacre sangrento. E tudo se complica quando um grupo de jovens resolve acampar nas redondezas.
Esta é uma das melhores obras de horror do mestre Mario Bava. Tido como um dos filmes mais sarcásticos de toda história do cinema, "Bay of Blood" brinca com o espectador num jogo insano até estabilizar um nível de empatia entre as vítimas e o espectador para finalmente se mostrar como uma magnífica extensão do poder magnético do diretor sobre o seu filme e seu público.

Se este não for o filme mais violento de todos os tempos, pelo menos ganha na quantidade de corpos; nada menos que uma dúzia de assassinatos por diversos meios e muitas vezes das maneiras mais inusitadas: facadas, decapitação, empalamento, (cerca de dois de cada vez...ROOOOOXXXX), asfixia, tiros e por aí vai. Embora isso possa soar como um slasher comum, “Bay of Blood” é um excelente exemplo do gênero, principalmente devido ao estilo visual empreendido por Bava. Sua câmera é muitas vezes infiltrada rondando a cena, e ás vezes na primeira pessoa e na terceira, alternando nas tomadas numa técnica pioneira muito utilizada por Orson Welles. Neste filme em particular há um ligeiro excesso de zoom  e provavelmente porque teve que cumprir um rígido cronograma, porém muitos de seus zooms são absolutamente lindos e bem encaixados. Ele também usa um rack de foco para criar uma emoção nas mesmas tomadas, como quando a velha olha pela janela. Vemos seu rosto em foco, então a câmera parte para as gotas de chuva na janela. Isto combinado com a música cria um clima muito profundo da melancolia da personagem. Outra coisa que admiro bastante no cinema de Mario Bava é o seu controle de emoção-ritmo-humor; mudando de momentos deternura para o terror, ao ódio, da confiança ao engano, e muitas vezes em um rápido piscar de olhos. etc.
Experiências ousadas como esta sempre foram mal vistas pelos críticos, mas tiveram seus louros da Glória nas mãos de estilistas como Mornau, Polanski, Freda, Romero, Argento, Franco e, claro, Mario Bava e seu filho, Lamberto, e um punhado de outros diretores menos prolíficos. "Bay of Blood" é um bom exemplo do gênero slasher nas mãos de um mestre. Este é um dos meus filmes favoritos do velho Bava. Como sempre, ele faz o máximo de seus recursos limitados, mas este filme não se encaixa totalmente de acordo com a ideologia ou extensão de, digamos, "Black Sunday", "Kill, Baby, Kill," ou "Beyond the Door Pt.2". No entanto, se o fizesse, então seria um dos maiores filmes de horror de todos os tempos e para finalizar, uma coisa que poucos sabem é que este é o filme que inspirou a franquia "Sexta-Feira 13" e sem dúvida muitos outros slashers de sua espécie.
Título original: Reazione a Catena
Ano: 1971
Direção: Mario Bava              
Roteiro: Franco Barberi, Mario Bava, Filippo Ottoni, Dardano Sacchetti, Giuseppe Zaccariello
Produção: Giuseppe Zaccariello

domingo, 9 de setembro de 2012

Abby: O Exorcista blackxploitation


Conhecido como o primeiro “clone” de “O Exorcista” a chegar aos cinemas norte-americanos, Abby foi lançado pela American International Pictures (AIP) no final de 1974. Com direção de William Girdler, roteiro de Girdler em parceria com Gordon Cornell Layne e com a participação de Carol Speed e William “Blackula” Marshal. A sinopse é a seguinte:
Abby Williams, uma conselheira matrimonial (interpretada por Carol Speed) é possuída por um demônio da luxúria libertado pelo seu sogro, o Bispo Garnet Williams (William Marshall), um exorcista que detonava o capeta na África. Depois de possuída e tocar o inferno nos Estados Unidos a única esperança da pobre Abby é que o sogrão volte para casa, junto com seu filho e um policial para realizar um exorcismo africano sobre ela para retirar de seu corpo puro(?) a sanha do demônio.


Apesar de ser considerado um dos blackxploitation mais podres do mundo, “Abby” é estupidamente divertido. A velocidade da trama é muito “over-the-top” em alguns pontos, mas tudo funciona como deveria funcionar.  O diretor William Girdler desperdiça pouco tempo (o filme tem apenas 85 minutos), mas entrega alguns bons momentos como quando a entidade é lançada pela primeira vez em uma caverna e quando ela entra na casa dos Williams. E como era de se esperar a Warner Bros aparentemente processou a AIP (American International Productions) por plágio, impedindo o filme de ser exibido em alguns cinemas na época. Depois que o filme foi retirado, nunca mais a AIP conseguiu colocá-lo novamente em circulação, mesmo após as questões legais serem resolvidas. E a praga da WB permanece até hoje com o filme de W. Girdler estacionado numa coluna Cult sem nunca ter sido legalmente liberado para televisão ou vídeo. Em minha opinião eu achei uma puta sacanagem porque, fora a idéia de exibir uma garota possuída de boca suja, existe muito pouco do romance de William P. Blatty nesta pérola blackxploitation e eu duvido muito que a Warner Bros. detenha os direitos autorais sobre todos os filmes cujo tema seja possessão demoníaca.
De acordo com o próprio romancista do livro, o escritor William Peter Blatty, que estava no set de filmagens de Abby "o diretor William Girdler estava apenas tentando fazer uma versão diferente de O Exorcista e eu não tinha visto problema algum nisto". O que eu não entendo foi se Blatty disse que o filme de Girdler era inofensivo e serviria como uma espécie de “homenagem” ao Exorcista por que então correu atrás da Warner Bros. para processar o pobre Girdler? (se bem que até hoje ele ainda discorda disso!)


De qualquer forma, “Abby” não deixa de ser um espetáculo à parte. Assim como a sua parceira branquela, esta possuída afro(disíaca) não decepciona quando o assunto são palavrões, coisas (e até pessoas) voando, uma onda de tesão incontrolável ao tomar banho ou desossar um frango, rasgar as roupas e falar obscenidades aos amigos e diferente de Linda Blair, esta senhorita encapetada não desperdiça sua libido em objetos inanimados, preferindo um bacanal em um bar cheio de homens banhados no álcool e no vício. A atuação dos negões no boteco é impagável...
Por mais que toda a nata diga que “Abby” seja um plágio de “O Exorcista” eu acredito sumamente que a copia seria mesmo do Evil Dead de Raimi tanto pela atuação da sapeca Carol Speed quanto pela voz de Bob Holt, que me divertiu durante toda a sua aparição como o “eshu”.


Título: Abby
Ano: 1974
País: EUA
Direção: William Girdler
Roteiro: William Girdler, Gordon Cornell Layne
Duração: 89 min.
Elenco:
William Marshall (Bispo Garnet Williams)
Terry Carter (Reverendo Emmett Williams)
Austin Stoker (Detetive Cass Potter)
Carol Speed (Abby Williams)
Juanita Moore (Miranda 'Mama' Potter)
Charles Kissinger (Dr. Hennings)
Elliott Moffitt (Russell Lang)
Nathan Cook (Tafa Hassan)
Nancy Lee Owens (Sra. Wiggins)
Claude Fulkerson (Benny)
William P. Bradford (Dr. Rogers)
Bob Holt (voz do Demônio)

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